Olhó avental!

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Estou a desfrutar de uma pausa maravilhosa no mundo da costura. Não tenho tecidos para costurar (ainda não encontrei exactamente o que quero) e, neste momento, não consigo imaginar lá muito bem o que devo fazer a seguir. Prefiro esperar um mês ou dois antes de fazer outra peça de roupa que acabe só por me servir durante algumas semanas. Como tal, posso dedicar-me, com gosto, a projectos que geralmente evito por achar que são uma perda do meu tempo.

Um desses projectos é a realização de um avental. Há muito que preciso de um avental novo e na semana passada andei a explorar o Pinterest à procura de algo giro. Eis que encontrei um avental um bocado pró piroso. E por ser piroso conquistou-me: foi amor à primeira vista. Usei o resto de tecido que já tinha sido usado para fazer um avental, pouco piroso, para a C. e tracei o molde no próprio tecido. Eis as instruções para o avental, tal e qual como as encontrei:

E o resultado:

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Tomei a liberdade de vos mostrar o  forro que usei para fazer o avental. Acho que combina na perfeição com as flores roxas.

Já que estou numa maré de projectos alternativos de costura posso informar-vos  que vou fazer um saco das compras, com este tecido do IKEA:

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Poderão encontrar o download do tutorial aqui. 🙂

O primeiro vestido de 2017

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Há mais de 3 anos comprei uma fazenda para fazer umas calças à Marlene Dietrich. Tenho um fascínio por calças assim. Infelizmente ou felizmente o tecido acabou por ficar guardado numa caixa de plástico. No mês passado lembrei-me de que o tinha e, depois de namorar durante algum tempo um vestido da Burda de Outubro, meti mãos à obra. De facto levei cerca de um mês a concluí-lo porque sofro de um medo terrível de estragar as peças de roupa perto da sua conclusão. Como tal, ficam as peças inacabadas penduradas num cabide solitário durante algumas semanas até que me decida a terminá-las. Manias…

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Fiz o modelo 104 e a sua execução foi muito fácil. No entanto, tive de pedir ao meu marido que me ajudasse a perceber como dobrar o molde da frente da saia para obter os tais bolsos giros. Aliás, foram os bolsos que me apaixonaram. Têm algo que me lembra os moldes de roupa japoneses de que tanto gosto. Foi só após terminá-lo e de o ter vestido é que me apercebi que arredondei o decote ao colocar o forro. Por algum motivo ignorei as marcações do tecido e, em vez de fazer o decote em bico, arredondei-o. Além desta alteração infeliz e sem intenção, tive de apertar o vestido atrás em cerca de 3 centímetros e acabei por não meter o fecho. Num mês baixei de tamanho de roupa e, de facto, embora não se note muito nas fotos, fica-me um nadinha largo. Tenho planos para fazer o mesmo modelo mas num tecido mais primaveril, já a pensar na meia-estação.

Caso se questionem acerca das minhas botas, foram feitas à mão, por encomenda, pelo José Machado. 🙂 Tenho-as sensivelmente há cerca de 7/8 anos.

Bom Ano Novo!

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Já vou um pouco tarde para desejar um bom ano novo mas, como se costuma dizer, mais vale tarde que nunca. Até agora 2017 tem sido muito simpático. Quebrei uma das minhas regras e fiz as luvas para a C. antes de terminar a camisola dos torcidos (é verdade, ainda não a terminei). Em minha defesa tenho a dizer que o frio matinal que se faz sentir exige alguma protecção. 🙂

O bordado ficou um pouco tosco e dá para ver que apertei um nadinha demais na zona onde a cor laranja e branca se cruzam. Tirando isso, a dona das luvas está super satisfeita e quem as fez também o está.

2017 também já nos presenteou com o primeiro espectáculo do ano: “O Quebra-Nozes”.

Ainda falando de coisas lúdicas descobri uma paixão nova: fazer puzzles. Por algum motivo relaxam-me e deixam-me de bom humor. E quando os termino, desmancho-os e guardo-os. Encaro-os como se fossem uma espécie de mandala onde o processo de os fazer e de os destruir me relembra que tudo é temporário e que nada é para sempre. Pode parecer bizarro destruir algo que deu tanto trabalho a fazer mas sejamos realistas: é só um puzzle! 😉

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Um bom dia de Reis e que tenham um excelente Ano Novo de 2017!

Couves de Bruxelas

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As couves de bruxelas são simplesmente horrorosas. O aspecto até é assim-assim, mas o sabor, credo! É um pavor! Ou melhor, era até o senhor da banca de vegetais no mercado onde costumo ir me ter explicado como as deveria cozinhar. Lá levei uns duzentos gramas* para casa e guardei-os no frigorífico. Agora posso dizer com toda a confiança que até gosto de comer couves de bruxelas. Por isso, caso alguém esteja a ler isto e a pensar que não gosta das tais couves, deixo aqui o modo de prepará-las convenientemente.

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Primeiro passo: cortar a base de cada couve em cruz, tal e qual como na foto. Desta forma as couves cozem rapidamente e não se arriscam a ficar mal cozidas.

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Segundo passo: colocá-las de molho em água com sumo de limão e se acharem necessário adicionem quartos de limão. O tempo que devem ficar de molho varia conforme o vosso amor por tais couves. Quem as odeia deve deixá-las de molho durante uma hora. Quem não as odeia mas pouco tolera o sabor, 10 a 15 minutos deverão bastar. Costumo deixá-las de molho durante duas horas. Retirem daí as conclusões que acharem necessárias.

Terceiro passo: cozinhem-nas como quiserem. Costumo cozinhá-las em água fervente com um pouco de sal.

E pronto, fica aqui a minha contribuição para que as couves de bruxelas comecem a ser menos odiadas. Elas não têm culpa de que não saibam cozinhá-las em condições. 😛

Aquele asterisco lá em cima tem uma razão de ser. É para indicar uma nota que já vem a seguir.

* São duzentos gramas por um motivo só. Grama é um substantivo masculino, quando usado como unidade de medida, claro.  🙂

E também sai um casaco

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Terminei ontem o casaco impermeável da Ottobre. Trabalhar com este tecido impermeável foi um desafio (até uma agulha parti) e levei algum tempo até perceber como colocar o forro sem que este repuxasse o tecido exterior.

É um casaco perfeito para as brincadeiras dela no parque e na praia. Quanto ao facto de ter tapado a cara à minha filha na foto… Não censuro quem não o faça mas, pessoalmente, não me considero dona dos seus direitos de imagem. Como tal, não publico fotos na internet onde revele a sua identidade. Quando isso acontecer é porque ela terá idade suficiente para  compreender o mundo da internet e me dar a sua autorização para publicar fotos suas. Até lá, as fotos dela ficarão assim.

 

 

E vai um gorro

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Terminei-o hoje. Soube bem parar por algum tempo a camisola de torcidos que já me pesa imenso nos braços enquanto tricoto. Não gosto de ter vários projectos em execução ao mesmo tempo, mas a potencial chegada do tempo frio fez-me repensar as limitações desta filosofia e, pesados os prós e contras, cheguei à conclusão de que não seriam dois dias que iriam atrasar o avanço da camisola.

As instruções deste gorro sugerem que a peça seja executada em formato plano requerendo no fim uma costura atrás. Ora, não gosto nada de coser peças de malha e, por isso, ignorei as instruções e tricotei a peça com as agulhas de duas pontas. Foi feito com meio novelo (mais coisa, menos coisa) de Drops Big Delight e é 100% lã. O ideal para a proteger da nortada que fustiga esta zona e que se torna particularmente gélida na altura do Inverno.

4 meses sem açúcar

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É verdade, estou há 4 meses sem tocar em açúcar, não por ter visto algum documentário que faltava dos seus malefícios mas, sim, por ter desenvolvido uma qualquer intolerância ao açúcar refinado. Assim sendo, bolos ou biscoitos só se adoçados com mel. Com a chegada do Natal tenho andado a pensar no que poderei fazer para mim. Os restantes cá de casa vão ter direito a uma dose moderada de docinhos e já sei que me vai custar vê-los a comer chocolates e coisas de abrir o apetite. Como tal, experimentei há uns dias fazer um pão doce com nozes e cardamomo.

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Gostei imenso do resultado e uma colher de sopa de mel foi suficiente para sentir o sabor a doce. Se quiserem experimentar esta receita, caso tenham o paladar pouco sensível a subtilezas aconselho a que adicionem maior quantidade de mel ou outro qualquer adoçante.

Ingredientes:

145 gramas de polvilho doce;

260 gramas de farinha de arroz;

1 colher de sopa mal cheia de fermento em pó;

sal q/b;

120 gramas de nozes cortadas aos bocados;

3 vagens de cardamomo (abrir as vagens e moer bem as sementes);

1 dl e meio de água;

1 iogurte natural;

1 colher de sopa de azeite;

2 ovos grandes;

1 colher de sopa de mel (ou mais se for necessário).

Realização:

Misturar todos os ingredientes secos, nozes incluídas, e à parte misturar todos os ingredientes húmidos. Atenção, como se vai adicionar mel o melhor é juntar primeiro só 1 dl de água. O mel tem um elevado teor de humidade e se a massa ficar demasiado líquida não aguenta a sua forma e vai ficar uma bela bodega (perdão pela linguagem mas pão sem glúten a saber a palha é isso mesmo, uma bodega).

De seguida juntam-se os ingredientes húmidos aos secos e mistura-se bem com uma vara de arames (uso uma das varas da batedeira eléctrica). Se for necessário junta-se um pouco mais de água até a massa ficar bem misturada. O objectivo é que a vara consiga permanecer em pé dentro da massa. Se a massa ficar muito líquida não há outro remédio senão adicionar, aos poucos, farinha de arroz ou polvilho.

Coloca-se a massa num tabuleiro forrado com papel vegetal e vai ao forno a 200º durante 25 minutos. Depois retira-se e deixa-se arrefecer numa grelha. Não convém cortá-lo ainda quente. Como não tem glúten o pão dura cerca de um dia, dia e meio conforme o teor de humidade no ar.

Bom apetite!

 

 

Um pouco mais de um ano depois…

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É oficial, a C. já lê. Embora ainda lhe falte aprender alguns casos de leitura, intuitivamente consegue lê-los. Na passada sexta-feira leu “O Bolinha visita os avós” e no sábado começou a ler o livro “Frozen“.

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Para ela tem sido como uma prenda antecipada de Natal. O seu trabalho árduo foi recompensado. Sorrio ao lembrar-me das (poucas) vezes em que chorou por achar a leitura tão difícil.  “Será que alguma vez vou ser capaz de saber ler?”, perguntava-me com aqueles olhos grandes marejados de lágrimas.

Sinto-me a perpetuar o ciclo. Na escola a professora tinha-me considerado demasiado burra para aprender fosse o que fosse. Foi a minha mãe que me ensinou e me mostrou o prazer pela leitura. Todos os dias, à tarde, depois de passar a manhã na escola, esperava-me uma hora de trabalho com a minha mãe. A memória mais forte que tenho dessa altura é a de ver a minha mãe a passar a ferro na sala enquanto me ditava uma história, julgo que inventada por ela. Sentada no sofá, com o caderno no colo, escrevia o que ela me ditava. Depois esperava-me escrever correctamente cada palavra que tinha errado umas vintes vezes. Escusado será dizer que para escapar a tal “castigo” depressa aprendi a não dar erros e a minha mãe, por volta do fim do segundo ano, já não me fazia ditados. Muitas vezes li em voz alta histórias, com a minha mãe sentada ao meu lado ocupada com a sua “malha”. Corrigia-me sempre que necessário e nunca me dizia que estava a ler mal. “Estás a ir muito bem”, dizia-me ela, “Quanto mais leres e escreveres mais fácil fica”. E eis que agora digo o mesmo à minha filha. Ciclos destes valem a pena ser perpetuados ao longo de gerações. E se ainda não foram criados podem ser criados a qualquer momento. Basta que haja o querer.

Tricot e costura

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A camisola do marido está a avançar muito bem. Acho é que não vou conseguir terminá-la antes do Ano Novo…

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Recebi a encomenda da Senshoku (foi muito rápido, recomendo) e assim que a camisola sair das agulhas já tenho três projectos em lista de espera. Uma camisola, um par de luvas para a C. e para o marido.

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Está quase terminado o casaco impermeável para C. Falta terminar as bainhas e pespontar o casaco todo. E sim, os bolsos não ficaram grande coisa mas acho que para uma primeira vez não está nada mal.

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