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Há mais de 3 anos comprei uma fazenda para fazer umas calças à Marlene Dietrich. Tenho um fascínio por calças assim. Infelizmente ou felizmente o tecido acabou por ficar guardado numa caixa de plástico. No mês passado lembrei-me de que o tinha e, depois de namorar durante algum tempo um vestido da Burda de Outubro, meti mãos à obra. De facto levei cerca de um mês a concluí-lo porque sofro de um medo terrível de estragar as peças de roupa perto da sua conclusão. Como tal, ficam as peças inacabadas penduradas num cabide solitário durante algumas semanas até que me decida a terminá-las. Manias…

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Fiz o modelo 104 e a sua execução foi muito fácil. No entanto, tive de pedir ao meu marido que me ajudasse a perceber como dobrar o molde da frente da saia para obter os tais bolsos giros. Aliás, foram os bolsos que me apaixonaram. Têm algo que me lembra os moldes de roupa japoneses de que tanto gosto. Foi só após terminá-lo e de o ter vestido é que me apercebi que arredondei o decote ao colocar o forro. Por algum motivo ignorei as marcações do tecido e, em vez de fazer o decote em bico, arredondei-o. Além desta alteração infeliz e sem intenção, tive de apertar o vestido atrás em cerca de 3 centímetros e acabei por não meter o fecho. Num mês baixei de tamanho de roupa e, de facto, embora não se note muito nas fotos, fica-me um nadinha largo. Tenho planos para fazer o mesmo modelo mas num tecido mais primaveril, já a pensar na meia-estação.

Caso se questionem acerca das minhas botas, foram feitas à mão, por encomenda, pelo José Machado. 🙂 Tenho-as sensivelmente há cerca de 7/8 anos.

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