Quando descobri que a bíblia andava a ser traduzida do original grego  fiquei curiosa. A curiosidade deu lugar à intenção de compra quando, em vários artigos de imprensa sobre o assunto, encontrei comentários pouco pacíficos dos meus ex-compatriotas religiosos. Digo ex-compatriotas porque há muito dei um pontapé na religião e optei por aquilo que considero como verdadeira espiritualidade. Talvez por isso não me espante muito qIm-Reading-The-Bible_o_92193.jpguando ouço da boca de religiosos expressões de horror (e de raiva) por alguém andar a traduzir e a alterar a “Palavra de Deus”. Interessante é a completa contradição na fé de quem diz que folhas impressas são a Palavra quando também dizem que Jesus é a Palavra. E ainda mais contradição há quando Jesus, a Palavra, foi  contra o que estava escrito na “Palavra” (antigo testamento). Confusos?

Polémicas à parte comprei o primeiro volume d'”A Bíblia” traduzida por Frederico Lourenço. A razão de compra surge por dois motivos: interesse de crominha que adora livros e por poder finalmente tec4e318f353b3f2afc6a1da83d97265a4r acesso a uma versão sem filtros. Isso abala a fé que tenho em Deus? Nadinha. Quem já leu textos da antiguidade verificou que da mesma forma que no antigo testamento se diz “E Deus ordenou que se matasse/E Deus castigou/ E quis Deus que fossem destruídos” encontrará discursos semelhantes onde em vez de um deus só, existe uma galeria de deuses que dão favores ou matam humanos e, por serem tantos, andam em guerras uns contra os outros. Deuses e homens, claro está. Naqueles livros está descrita uma cosmovisão muito particular, a da antiguidade. Em Jesus vemos alguém que não fazia distinção entre género, idade e classes sociais. Com as cartas dos apóstolos… bem, alguns escreveram coisas que apenas indicam que, de facto, eram apenas humanos e por isso permeáveis ao erro. E fico por aqui para não ferir susceptibilidades.

E termino fazendo mais uma clarificação: a bíblia não é nenhum livro científico. 🙂

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