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Há muito, muito tempo atrás fui almoçar a casa de uns familiares. Bifes grelhados. Quando o almoço terminou fiquei para ajudar a levantar a mesa. A dona da casa pegou no bife que restou e aprontou-se para o deitar no lixo.

“Mas vai colocar o bife no lixo?! Pode usá-lo para o jantar numa omelete ou algo do género!”

“Oh, nem pensar. A comida retardada não presta para nada!”

Enquanto escrevo isto ainda sinto todas aquelas emoções do momento. Deitar comida fora… ainda por cima um bife? Aliás, pouco interessa que fosse um bife, uma posta de pescada ou restos de arroz. Tendo em conta o estado da economia e, em especial, o estado das finanças das famílias portuguesas é um crime deitar comida. É deitar dinheiro fora.

Já há algum tempo se fala do escândalo do desperdício de comida no mundo ocidental. Esta TED talk aborda esse tema:

Antes de deitarem qualquer comida fora, pensem duas vezes. Na grande maioria dos casos é possível aproveitá-la, congelá-la, fazer novas refeições. Não deitem comida fora. O pão seco pode ser torrado e triturado para se ter pão ralado de graça. Só para não falar nas sobremesas deliciosas que podem ser feitas com pão.

Até a fruta pode ser aproveitada. Deixo o exemplo de tomate (é um fruto) que comprei há menos de uma semana e que apesar de manter uma pele firme começou a apodrecer em vários pontos. Cortei fora tudo o que estava podre, cortei o resto aos bocadinhos, coloquei num recipiente de plástico e congelei. Agora, quando precisar de fazer molho de tomate é só retirar do congelador e usar.

 

Já agora uma pequena nota. Existe um projecto espectacular chamado Fruta Feia. Vendem fruta e vegetais que de outra forma teriam como destino o caixote do lixo. Já existe em Lisboa e, dentro em breve, a iniciativa vai chegar ao Porto.

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