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Quando estava no meu primeiro ano de mestrado tomei contacto com uma série de autores. Uma das professoras entregou-nos uma lista de bibliografia recomendada e, no ímpeto da novidade, dirigi-me à Fnac do Chiado para acalmar a minha curiosidade. Foi graças a tal lista que travei conhecimento com autores até então absolutamente desconhecidos para mim. Nesse dia trouxe para casa o Pintor da Vida Moderna (Charles Baudelaire), Paixão Intacta (George Steiner) e Entre o Passado e o Futuro (Hannah Arendt).

 O livro de Steiner produziu grande impacto, em especial por estabelecer pontes incríveis com a literatura e as dinâmicas da sociedade/mundo. Considero-o um colosso, um génio. Ao menos este eu compreendo. Eduardo Lourenço, o nosso super, mega génio português deixa-me com a cabeça em água por precisar de ler cada parágrafo milhões de vezes até conseguir perceber qualquer coisa (pouca coisa…).

Hannah Arendt sempre me desconcertou. Não sei explicar a razão. Às vezes os livros têm de ser lidos na altura certa e não quando achamos que os temos de ler. Por isso, pouco li da autora. Deambulei pelo Entre o Passado e o Futuro e acabei por arrumá-lo na estante.  Na semana passada esse hiato de tempo encerrou-se. Vi o filme Hannah Arendt.

A película aborda a temática da banalidade do mal com ênfase especial no processo Eichman, um homem que foi julgado e condenado à morte em Israel por crimes relacionados com o Holocausto. Gostei imenso do filme e já ando a considerar em adquirir mais alguns livros para adicionar à mini-biblioteca cá de casa.  Julgo que se trata de um filme que poderá agradar a muita gente. Fica a ressalva de que não existem cenas de acção, sexo ou comédia. E apesar de ser falado em inglês e alemão não é tão “parado” como alguns filmes europeus.

Aqui fica o link do Imbd e o trailer: http://www.imdb.com/title/tt1674773/

 

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